À SOMBRA DA
JABUTICABEIRA
As
jabuticabeiras da minha infância.
Como me
lembro delas!
Minhas
narinas estão impregnadas do perfume de suas flores.
Cresci feito
moleque travesso subindo nas árvores.
As frutas
tão docinhas, as dos ponteiros não eram um desafio.
Não, para
mim.
Eu ia
tranquilamente buscá-las.
Era deitada
à sua sombra, jabuticabeira antiga.
Era a sua
sombra que eu gostava de me sentar.
Encostada no
seu tronco eu sonhava.
Minha alma
solta passeava pelo futuro incerto.
Hoje estou
no futuro tão esperado.
E que
saudade eu tenho daquele tempo!
Como eu
sonhava sonhos dourados.
Fazia e
refazia os meus castelos encantados.
A realidade
foi tão diferente.
Ainda sonho.
Timidamente mas sonho.
Não com
aquele desprendimento da minha infância.
Mas ainda
sonho...
São Carlos,
14 de agosto de 1994
sonia delsin

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