SENTIR O
VENTO NA CARA
Um dia eu
assistia a um programa de TV em que entrevistavam Andréa Bocelli. Ele dizia que
um de seus maiores prazer na vida era andar a cavalo e sentir o vento na cara.
A sensação de liberdade era algo indescritível. Montado no animal ele não
precisava se preocupar com sua cegueira e sentia-se livre, solto. Tinha toda a
segurança para jogar seu corpo num confronto íntimo com a natureza.
Intercalavam a entrevista com algumas cenas dele cavalgando à beira-mar e
aquilo era emocionante demais de se ver.
Eu li também
certa vez a história de um jovenzinho cego que gostava de sair pela rua de
braços abertos e vivia a trombar com os postes do caminho. Mas mesmo levando
pancadas e ficando sempre esfolado, ele não parava com sua mania, porque isso o
fazia sentir-se vivo.
Dia destes
vi uma cena na novela das oito da Globo em que o jovem cego (Jatobá) andava de
bicicleta com um amigo.
Tão bom
sentir o vento em nossa cara. Deixá-lo despentear nossos cabelos, rolar na
areia, entrar nas matas, integrar-se com a natureza.
Adoro o mar,
jogar-me na areia, rolar. Gosto de brincar nas ondas. Os elementos me
encantando.
Gosto dos
campos verdes a se perder de vista, gosto da sensação de liberdade.
Adoro o
vento na cara...
sonia delsin

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