terça-feira, 20 de maio de 2014



SENTIR O VENTO NA CARA

Um dia eu assistia a um programa de TV em que entrevistavam Andréa Bocelli. Ele dizia que um de seus maiores prazer na vida era andar a cavalo e sentir o vento na cara. A sensação de liberdade era algo indescritível. Montado no animal ele não precisava se preocupar com sua cegueira e sentia-se livre, solto. Tinha toda a segurança para jogar seu corpo num confronto íntimo com a natureza. Intercalavam a entrevista com algumas cenas dele cavalgando à beira-mar e aquilo era emocionante demais de se ver.
Eu li também certa vez a história de um jovenzinho cego que gostava de sair pela rua de braços abertos e vivia a trombar com os postes do caminho. Mas mesmo levando pancadas e ficando sempre esfolado, ele não parava com sua mania, porque isso o fazia sentir-se vivo.
Dia destes vi uma cena na novela das oito da Globo em que o jovem cego (Jatobá) andava de bicicleta com um amigo.
Tão bom sentir o vento em nossa cara. Deixá-lo despentear nossos cabelos, rolar na areia, entrar nas matas, integrar-se com a natureza.
Adoro o mar, jogar-me na areia, rolar. Gosto de brincar nas ondas. Os elementos me encantando.
Gosto dos campos verdes a se perder de vista, gosto da sensação de liberdade.
Adoro o vento na cara...

sonia delsin

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