PEQUENA
CAMPONESA
Tenho diante
de mim um retrato de uma linda menina vestida de camponesa.
Ganhei a
foto e porta-retrato no Natal.
Foi um belo
presente, para guardar pra toda vida.
A garotinha
é Tainá, minha afilhada.
Ela veste um
lindo vestido cor-de-rosa, todo cheio de babados.
Traz na
cabecinha um chapéu bem camponês e nos bracinhos um lindo buquê de flores do
campo... claro!
Como ela é
linda, com seus olhos azuis esverdeados ou verdes azulados. Tem uma aparência
tão frágil, tão suave.
Os lábios
são carnudos e sorriem um sorriso tão doce que me leva a beijar o retrato.
O nariz não
é arrebitadinho, mas é tão bem feitinho!
O rostinho é
um primor!
Eu lhe tenho
tanto amor!
Olhando-a eu
penso que tem um não sei quê que sempre me emociona.
Sinto uma
saudade apertando o peito, uma vontade de estreitá-la em meus braços.
Abraço o
porta-retrato, e tento imaginá-la à minha frente. Chego a ouvir a sua vozinha,
a ver a carinha que costuma fazer diante das situações inesperadas.
A ternura
invade tudo e vaza de mim. Verto lágrimas... são lágrimas de amor.
Amor por uma
criança que num outro canto da cidade brinca na inocência de seus três aninhos.
(dez anos se
passaram desde quando escrevi este textinho. Ela está ficando uma mocinha e
continua linda)
sonia delsin

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