FALANDO DE
MINHA TERRA
Ainda não
amanheceu e já me vejo ansiosa para sair pelas ruas da cidade.
Anseio rever
a praça onde sonhei tanto nos meus tempos da juventude.
Anseio rever
a majestosa igreja matriz.
O colégio
das freiras onde conheci uma pessoa tão especial.
Lembro-me
demais da Cleusa Maria. Ela era linda. Ficava na sacada nos olhando e dando
tchau. Que saudades que eu sinto dela!
Por onde
será que anda? O que será que foi feito daquela órfã tão bonita?
O Instituto
Nelson Fernandes onde passei tantos anos de minha vida estudando. Sinto uma
saudade enorme daquele tempo!
As ruas por
onde eu caminhava acreditando tanto na vida. Esperando tanto do futuro!
As pessoas
que deixaram marcas tão profundas!
Oh! Minha
Santa Rita! Sofri e fui tão feliz no tempo em que morei aqui!
Lembro-me do
"Cine Mirela". Foi uma pena termos perdido o nosso cinema.
O coreto, o
alto falante.
Sei que
estou falando de outro tempo.
Mas é
difícil demais de apagar as lembranças, sejam boas ou más.
A praça em
frente a Matriz. Lá era o ponto de encontro dos jovens.
Minhas
amigas! Foram muitas. Deixaram marcas... e como deixaram!
Era um mundo
estreito. Era só aquilo. Mas não para quem dava asas à imaginação!
Eu vivi aqui
sonhando com outras terras e hoje vivo longe da minha terra.
Reflito que
aquele tempo foi necessário à minha grande alma sonhadora.
Era tudo tão
simples e não era. Era algo puro. Minha infância e adolescência transcorrem em
meio às coisas essenciais ao ser humano.
sonia delsin

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