UMA ETERNA
APAIXONADA
Era o vento
açoitando as folhas e na minha imaginação eram fantasmas...
Assustadoras
figuras que eu pressentia entre as bananeiras.
Figuras que
povoavam minha mente fantasiosa.
Cresci
assim... no meio do mato.
Ouvindo a
música da cachoeira, perseguindo borboletas, cigarras, fuçando nos ninhos.
Atravessando
pinguelas, admirando a transformação do grão.
Meu moinho
de milho que o tempo não destrói não.
Ouvia o
balir das cabras. O coaxar dos sapos e rãs... os pássaros a cantar.
Criançada a
correr, a pular, a brincar...
Eu era uma
delas... uma das mais traquinas.
Era a nona
que resmungava ou tossia quase todo o tempo.
E as
estórias que mamãe contava!
Meus gatos,
os porcos, meus castelos de sabugos.
O rancho
onde construí tantos sonhos.
E as
jabuticabeiras floridas... carregadas de frutinhas maduras...que tentação!
Não me
fartar era uma judiação.
O que posso
falar de minha terra amada?
Que por ela
sou uma eterna apaixonada.
Que a guardo
n’alma, no melhor canto.
Que a menina
é eterna em mim e viaja para todos os recantos guardados.
Quando se
tem uma lembrança destas a vida fica mais fácil. É doce correr pra lá... quando
tudo está ruim pra cá...
sonia delsin

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